Para os próximos dois anos, a estratégia da nova direção da Academia das Coletividades do Distrito do Porto (AcademiaCDP), liderada pela presidente Joana Nogueira, foca-se em dar resposta à necessidade de uma gestão associativa mais moderna e rigorosa. O Plano de Ação 2026/2028 assenta em dois eixos de intervenção: a capacitação, com forte pendor digital, e a aproximação ao território através do programa “Caminhadas do Associativismo”.

Na área da formação contínua, a oferta foi desenhada para abranger áreas fundamentais como Gestão e Administração, Direito Associativo e Comunicação e Marketing. A transição digital é um dos principais focos deste mandato, estando previstos webinars gratuitos para as coletividades filiadas sobre a aplicação da Inteligência Artificial nas associações e a criação de páginas de internet profissionais, através da ação “Do zero ao Website Institucional”.

Em complemento, a Academia disponibiliza cursos em formato e-learning orientados para a Liderança e Gestão de Pessoas e Literacia Financeira para Dirigentes. Este ecossistema de aprendizagem baseia-se numa plataforma Moodle integrada no website da instituição, permitindo aos dirigentes e voluntários aceder a vídeo-aulas, manuais técnicos e avaliações interativas ao seu próprio ritmo, eliminando barreiras temporais e geográficas.

A oferta formativa foca-se em três pilares essenciais: liderança e gestão de conflitos internos, literacia financeira e obrigações fiscais, e ainda marketing e comunicação digital. Para reforçar a identidade digital em rede, foi criado o “Dístico Digital de Associado”, um selo de excelência que as associações ganham o direito de exibir nos seus canais online ao concluírem o percurso formativo, atestando as suas boas práticas de gestão e transparência.

A par da componente formativa, a estratégia dos próximos dois anos integra o plano “Caminhadas do Associativismo”, que estabelece um ciclo bienal calendarizado de abril a março. Este modelo inovador substitui as habituais reuniões em espaços fechados por atividades no espaço público e na natureza, com o intuito de quebrar barreiras hierárquicas e facilitar o diálogo entre dirigentes dos setores desportivo, cultural e recreativo.

Os percursos desta iniciativa inserem-se na Rota do Românico, passando por locais históricos como Tongóbriga e o Mosteiro de Paço de Sousa, ligando o movimento associativo ao património da região. Esta abordagem pretende gerar maior visibilidade para a instituição e funcionar como uma ferramenta de angariação de novas coletividades, aproveitando a presença física e o networking em espaço público.